Sobre a obra de:
BILL VIOLA


Aluno: Rubens Estevão

Condição humana. Essa é, sem dúvida, uma das palavras-chave para definir, ou pelo menos ajudar a compreender melhor o trabalho desse vídeo artista, ou vídeo instalador, norte- americano, chamado Bill Viola.

O trabalho de Bill Viola aborda questões intrigantes da natureza humana, mesclando-as com questões tecnológicas do uso do vídeo no meio artístico.

Bill Viola faz uma comparação entre a retina do olho humano e o tubo de imagem da televisão. Faz dos impulsos elétricos seus pigmentos e do tribo de imagem, sua tela pictórica. Imprime em suas imagens em movimento reflexões da mais profunda natureza humana e seus conflitos existenciais. Brinca com questões formais do espaço, da cor, do material. E nos leva a "um encontro desconcertante(...) através dos nossos hábitos Eficientes em nosso entorno cotidiano que é o que reconhecemos, e somos forçados a mudar nossas estratégias visuais e verbais".

Como condição humana temos o corpo, que é nossa casa, nossa casca. E o corpo envelhece, se transforma, assim como se renova, quando somos jovens. O uso de imagens contrastantes, uma mulher no leito de morte e uma mulher dando a luz, realça a estranheza do trabalho do artista. E o corpo se faz também um de seus temas mais marcantes. A reflexão sobre a transitoriedade da vida pode nos levar a crer numa dramaticidade própria do estilo barroco. Mas Bill Viola não se define um artista. Em seu cartão de visita esta a palavra: vídeo.

Dentre seus colegas na vídeo arte, Bill Viola está algo a frente em questões de novas tecnologias de edição e tratamento digital. Suas instalações também instigam a questão da vulgaridade e da não necessidade da televisão. A velha descontextualização de Duchamp, é quase impossível de se abandonar hoje em dia, a não ser que se pinte uma paisagem em perspectiva. Mesmo ainda a tela vai estar fora de contexto.

Bibliografia:

KLANGENFURT, Ritter. Bill Viola. Salzbtirger Kunstverein. 1994.


Esta página foi atualizada em 24/Novembro/2004