CARBONIZAÇÃO DA MADEIRA




Quando a lenha é submetida à ação de calor em temperaturas relativamente elevadas (a partir de 300 graus Celsius), ela sofre um processo de transformação no qual todos os seus componentes são extensivamente modificados até se transformarem em carvão vegetal.

Nos processos convencionais de carbonização, onde existe presença controlada de ar, ocorre sempre a queima de uma parte da lenha que está sendo carbonizada, pois o calor gerado por esta queima será responsável pela transformação da lenha em carvão vegetal.

A lenha é composta, basicamente, de carbono, oxigênio e hidrogênio. Estes três elementos se combinarão de três maneiras diferentes, formando três compostos de estrutura relativamente complexa,que são: celulose, hemicelulose e lignina.Durante o aquecimento estes compostos são degradados, deixando um resíduo rico em carbono,o qual chamamos carvão.

O composto que mais contribui para a formaçào do carvão vegetal é a lignina, pois os outros praticamente se degradam totalmente na temperatura de carbonização, ao contrário da lignina.

Devido à complexidade das reações não existe uma equação descritiva do processo.

Os cálculos estequiométricos mostram que os teores de carbono e oxigênio na lenha são de 49,5% e 44,0% respectivamente. Após a carbonização estes elementos participam no carvão em diferentes proporções, ou seja, carbono com aproximadamente 82,1% e oxigênio com 13,7%. A reação de carbonização, consiste basicamente em concentrar carbono e expulsar oxigênio, com consequente aumento energético do produto. O forno túnel possui três compartimentos, cada um deles com finalidade específica, qual seja: No primeiro compartimento se processará a secagem da lenha; no segundo compartimento se processará a transformação da lenha em carvão e finalmente no terceiro compartimento se processará o esfriamento do carvão.