Preparação do carvão para a produção do coque

A primeira preocupação de uma coqueria deve ser com o abastecimento e estocagem de carvões para produzir o coque.

O carvão mineral é transportado para as usinas brasileiras quase que exclusivamente por via ferroviária.

O carvão é descarregado dos vagões, por "cardumpers"que basculam os vagões, e armazenado em silos que cai diretamente em correias transportadoras, seguindo até o pátio onde se dará a sua estocagem (ali é amostrado e analisado). O empilhamento é feito por máquinas empilhadeiras ("Stacker"), seguindo normas definidas para se evitar a deteriorização parcial do material (que ocorre devido a oxidação das superfícies expostas) e a segregação granulométrica (que ocorre no ato do empilhamento, quando os grãos maiores correm pela pilha).

Em geral as usinas trabalham com carvões de várias procedências com os seguintes objetivos: permitir a mistura de diferentes carvões que conduz à obtenção de um coque de melhor qualidade; minimizar o custo, uma vez que os carvões de baixos teores de voláteis são mais caros; evitar a dependência em um só fornecedor.

Do pátio de estocagem o carvão é desempilhado por máquinas desempilhadeiras e o desempilhamento é feito em camadas, formando escadas, para que haja uma coleta homogênea do material. Através de correias transportadoras o carvão segue até os britadores de impacto e é peneirado com uma granulometria de saída em que 80% do carvão deve estar abaixo de 3 mm .

Dos britadores o carvão segue para os misturadores, onde são armazenados nos diversos silos e feita nova amostragem e análise do material. Dos silos o material cai em correias transportadoras. As balanças automáticas existentes nas linhas de silos dos misturadores regulam o fluxo de carvão que cai de cada silo, para que a mistura seja a desejável. Em seguida, os carvões passam pelos misturadores rotativos com palhetas, que homogeinizam a mistura. Dos misturadores a mistura segue até os silos de carvão ("coal bunkers") que alimentam as coquerias.


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