COMPOSIÇÃO DO GÁS AUTOMOTIVO
Composição Media (% volumetrica):
Poder calorifico superior = 9.500 kcal/m3
Densidade relativa = 0,623
COMPARAÇÃO COM OUTROS COMBUSTÍVEIS AUTOMOTIVOS CARACTERÍSTICA GÁS NAT. GASOLINA ALC.HID. DIESEL 250/340
Temp. Ignição ºC
630/750
280/430
390
Limites Flamabilidade
%
5 - 15
1,4 - 7,6
3,3 - 19,0
0,7 - 5,0
Peso Específico kgf/m3
0,76 *
738
789
839
Octanagem equivalente
125/130
60/90
90
Poder Calorifico kcal/kg
12.5000
11.230
7.090
10.830
ESPECIFICAÇÕES DO GÁS NATURAL
A nova realidade da indústria do gás natural do Brasil, vem exigindo uma maior confiabilidade quanto a qualidade do gás na produção, condicionamento, transporte ou distribuição.
Após inúmeras discussões encontra-se na DNC (Departamento Nacional de Combustíveis) uma proposta para mudança da resolução vigente desde 1987. Esta proposta, fruto das negociações entre PETROBRAS e ADEGAS, representa ainda divergências quanto aos limites de H2S e CO2.
Ao longo desta apresentação serão mostrados as diversas composições das diferentes regiões produtoras de gás natural, as proposições de especificações sugeridas pela PETROBRAS e ADEGAS, além de mostrarmos as especificações adotadas em diversos países.
A partir da apresentação de composições procuramos chamar a atenção para outras propriedades do gás, especialmente aquelas que afetam o comportamento de sua queima ou sejam, as características de combustão. Escolhemos o gás combustível como exemplo por ser esta a utilização predominante no Brasil e no Mundo.
Os hidrocarbonetos que participam da composição do gás natural são metano, etano, propano e componentes mais pesados. A composição depende da origem, grau de associação com o óleo e nível de tratamento ou condicionamento. Há uma predominância do metano na composição do gás, aparecendo ainda contaminantes, inertes ou não. Estes contaminantes dependendo das especificações deverão passar por processos de tratamento.
Condicionamento ou tratamento do gás natural é o conjunto de processos aos quais o gás é submetido de modo a renovar ou reduzir os teores de contaminantes para atender especificações de mercado, segurança, transporte ou processamento posterior. As especificações mais frequentes são relacionadas com:
- Teor máximo de água ou ponto de orvalho em relação a água;
- Ponto de orvalho em relação aos hidrocarbonetos;
- Teor de sólidos;
- Teor de inertes (CO2+N2+O2);
- Teor de H2S;
- Teor de enxofre total.
Além das especificações quanto os contaminantes aparecem ainda exigências quanto à densidade, poder calorifico, ou agrupados como número de Wobbe e, em raríssimos casos, pode aparecer exigências mais sofisticadas como índice de Wobbe
O CO2 é considerado inerte quanto ao seu poder comburente, pois é altamente corrosivo na presença de água livre constituindo um gás ácido. Os gases ácidos, assim chamados por formarem ácidos ao reagirem com água livre, englobam além do CO2, os compostos de enxofre ou sejam, gás sulfídrico(H2S), mercaptans, sulfeto de cabonila e disulfeto de carbono.
O tratamento do gás natural para a remoção apenas de compostos de enxofre, chama-se dessulfurização, quanto visa a remoção de gases ácidos em geral, denomina-se adoçante.
O vapor d’água ao condensar em linhas ou equipamentos, causa danos por formar ácidos, e, também, por reduzir a capacidade de escoamento e pela formação de hidratos.
Hidratos são compostos formados pela combinação de moléculas de água com moléculas de gás, resultando compostos de estrutura cristalina que crescem bloqueado, parcial ou totalmente, linha, válvulas e equipamentos.
A passagem do gás pelas UPGN (Unidades de Processamento de Gás Natural), constituem o chamado processamento primário do gás natural, e envolve as frações pesadas e maior valor econômico e dando origem a um gás processado de menor valor energético, mas especificados quanto ao ponto de orvalho em relação aso hidrocarbonetos.
As frações pesadas, obtidas no estado líquido, constitui o LGN (gás natural liquefeito ) que após francionamento produz o GLP (gás liquefeito do petróleo) e as frações mais pesadas do gás: pentanos e superiores.
CARACTERÍSTICAS MÉDIAS DO GÁS NATURAL RICO "IN NATURA"
TEM |
CE/RN |
SE/AL |
BA |
ES |
RJ |
SP |
AM |
PR/SC |
|
Composição (% vol) |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Metano |
74,53 |
81,32 |
81,14 |
88,16 |
79,69 |
87,98 |
68,88 |
73,58 |
|
Etano |
10,40 |
8,94 |
11,15 |
4,80 |
9,89 |
6,27 |
12,20 |
12,17 |
|
Propano |
5,43 |
3,26 |
3,06 |
2,75 |
5,90 |
2,86 |
5,19 |
6,70 |
|
Butano |
2,81 |
1,84 |
1,39 |
1,55 |
2,13 |
1,16 |
1,80 |
3,22 |
|
Pentano |
1,30 |
0,74 |
0,72 |
0,44 |
0,77 |
0,27 |
0,43 |
1,06 |
|
Hexano e sup. |
1,40 |
0,42 |
0,30 |
0,44 |
0,44 |
0,07 |
0,18 |
0,48 |
|
N2 |
1,39 |
1,51 |
1,63 |
1,64 |
0,80 |
1,16 |
11,12 |
1,74 |
|
CO2 |
2,74 |
1,97 |
0,81 |
0,24 |
0,50 |
0,20 |
0,20 |
0,64 |
|
H2S (mg/m3) |
1,50 |
7,50 |
7,60 |
7,50 |
6,70 |
Traços |
- |
13920 |
|
PCS (kcal/m3) |
12500 |
10300 |
10600 |
10250 |
10930 |
9849 |
9902 |
11622 |
|
Densidade |
0,83 |
0,80 |
0,71 |
0,66 |
0,73 |
0,64 |
0,75 |
0,85 |
|
Riqueza (%) |
10,94 |
6,26 |
5,47 |
5,18 |
9,24 |
4,36 |
7,60 |
11,46 |
CARACTERÍSTICAS MÉDIAS DO GÁS NATURAL TRATADO (RESIDUAL)
| CE/RN | SE/AL | BA | ES | RJ | SP | AM | |
|
Metano %vol |
83,50 | 89,00 | 86,10 | 90,40 | 90,65 | 88,23 | 75,28 |
| Etano %vol | 11,00 | 6,92 | 10,70 | 5,13 | 7,03 | 6,55 | 9,73 |
| Propano %vol | 0,41 | 0,29 | 0,56 | 1,93 | 0,69 | 2,29 | 1,50 |
| Butano %vol | - | - | - | 0,52 | - | 0,81 | 0,31 |
| Pentano %vol | - | - | - | 0,06 | - | 0,11 | 0,20 |
| Hexano e sup. %vol | - | - | - | 0,05 | - | 0,07 | 0,04 |
| N2 %vol | 1,95 | 1,77 | 1,73 | 1,56 | 1,00 | 1,59 | 12,74 |
|
CO2 %vol |
3,16 | 2,02 | 0,90 | 0,39 | 0,50 | 0,26 | 0,20 |
| H2S (mg/m3) | 4,50 | 7,50 | 7,60 | 7,50 | 4,0 | Traços | - |
| PCS (kcal/m3) | 9800 | 9100 | 9400 | 9600 | 9274 | 9648 | 8696 |
| Densidade | 0,65 | 0,62 | 0,62 | 0,62 | 0,61 | 0,633 | 0,68 |
TABELA DE EQUIVALÊNCIA ENERGÉTICA
|
|
kg/m3 | kcal/kg | kcal/m3 |
| GÁS NATURAL | - | - | 94000 |
| GÁS NATURAL RESIDUAL | - | - | 11000 |
| GÁS NATURAL LIQUEFEITO | 440 | 13100 | 5,9 X 106 |
| GLP | 554 | 11730 | 6,5 X 106 |
| GASOLINA | 738 | 11230 | 8,3 X 106 |
| ÁLCOOL | 789 | 7090 | 5,6 X 106 |
| DIESEL | 852 | 10752 | 9,2 X 106 |
| ÓLEO COMB.MÉDIO | 997 | 10090 | 10,9 X 106 |
QUADRO DE ESPECIFICAÇÕES GÁS NATURAL
Anexo ao Regulamento Técnico CNP Nº 23/87
RESOLUÇÃO Nº 17/87
| CARACTERÍSTICAS | UNIDADE | ESPECIFICAÇÕES | MÉTODO |
| Poder calorífico superior a 20ºC e 1 atm | kcal/m3 | 85000 a 12500 | ASTM-D 3588 |
| Poder calorífico inferior a 20ºC e 1 atm | kcal/m3 | 7600 a 11500 | ASTM-D 3588 |
| Densidade relativa ao ar a 20ºC | - | 0,60 a 0,81 | ASTM-D 3588 |
| Enxôfre total | mg/m3 | 110 máx. | ASTM-D 2385* |
| H2S | mg/m3 | 29 máx. | ASTM-D 2385 |
| N2 + CO2 | % vol. | 6 máx. | ASTM-D 1945 |
(*) Enxôfre Total = H2S + enxôfre mercaptídico
NOTA: O produto deve ser isento de hidrocarbonetos condensados, óleos e partículas sólidas
ESPECIFICAÇÕES DE GÁS NATURAL NO BRASIL
| CARACTERÍSTICAS | GÁS B | GÁS M | GÁS A |
| 1) Poder Calorífico Superior (kcal/m3) | 8.000 a 9.100 | 9.000 a 10.100 | 10.000 a 12.500 |
| 2) Densidade Relativa ao Ar | 0,54 – 0,60 | 0,57 – 0,69 | 0,66 – 0,82 |
| 3) H2S (máximo) (mg/m3) | 20 | 20 | 20 |
| 4) Enxôfre Total (máximo) (mg/m3) | 110 | 110 | 110 |
| 5) Teor de Inertes (máximo) | 6% vol. | 6% vol. | 6% vol. |
NOTAS:
Metro cúbico de gás referido a 20ºC e 1 atm
Enxôfre total = H2S + enxôfre orgânico
Insertes representados por nitrogênio e dióxido de carbo
Oproduto deve ser isento de água na fase líquida,hidrocarbonetos
condensados, óleos e partícula sólidas.
ESPECIFICAÇÕES DE GÁS NATURAL NO BRASIL (ABEGÁS)
| GÁS A | GÁS B | |
| 1) Poder Calorífico Superior (kcal/m3) | 9200 – 10100 | 8550 – 9200 |
2) Índice de Wobbe (kcal/m3) |
11770 – 12248 | 11232 – 11770 |
3) Teor máximo de C3 (%vol.) |
1,5 | 1,5 |
4) H2S (mg/m3)- Teor máx. em 8hs consecutivas |
12 05 |
12 05 |
5) Enxôfre Total (mg/m3)-Teor max. em 8hs consecutivas |
50 30 |
50 30 |
6) Ponto de orvalho à pressão de 35 barH2O Hidrocarbonetos |
-5ºC -5ºC |
-5ºC -5ºC |
7) Teor de inertes CO2 (% máx vol.) |
1,5 | 1,5 |
8) Teor de N2 (%máx. em vol) |
1,5 | 1,5 |
NOTAS:
ESPECIFICAÇÕES DE GÁS NATURAL NO BRASIL
(ADEGÁS/DNC)
|
|
GÁS B |
GÁS M |
GÁS A |
|
1) Poder calorífico Superior(kcal/m3) |
8000-9100 |
9000-10100 |
1000-12500 |
|
2) Densidade relativa ao ar |
0,54 – 0,60 |
0,57 – 0,69 |
0,66 – 0,82 |
|
3) H2S(mg/m3) teores máximos |
- |
- |
- |
|
3.1 ) Proposta ABEGÁS |
- |
- |
- |
|
a) instantâneo |
15 |
15 |
15 |
|
b) 8 dias consecutivos |
7 |
7 |
7 |
|
3.2) Proposta PETROBRÁS |
25 |
25 |
25 |
|
4) Enxôfre total (mg/m3) (máximo) |
110 |
110 |
110 |
|
5) Teor de inertes:N2 e CO2(%máx. em vol.) |
6,0 |
6,0 |
6,0 |
|
a) CO2 máximo(%vol) (ADEGÁS) |
1,5 |
1,5 |
1,5 |
|
b) CO2 máximo (% vol.)(PETROBRÁS) |
2,5 |
2,5 |
2,5 |
NOTAS:
Enxôfre Total = H2S + enxôfre mercaptídico + enxôfre orgânico
O produto deve ser isento de água na fase líquida, óleos, partículas sólidas e hidrocarbonetos condensados.
Metro cúbico de gás referido a 20ºC e 1atm
O ponto de orvalho para água e hidrocarbonetos deverá ser estabelecido contratualmente entre as empresas fornecedoras e recebedoras, na pressão de entrega do gás em teores tais que não ocasionem a condensação nas turbulações e equipamentos nem provoquem riscos de corrosão.
Teores de H2 e do CO2 referidos ao gás saturado na pressão de entrega.
Para gases com pontos de orvalho inferiores à temperatura ambiente na pressão de entrega, as fornecedoras e recebedoras poderão acordar valores diferentes dos desta Tabela.
ESPECIFICAÇÕES EM OUTROS PAÍSES
|
PAÍSES |
H 2S(mg/m 3) |
S TOTAL (mg/m 3) |
CO 2(% vol.) |
N 2(% vol.) |
O 2(% vol.) |
|
AUSTRALIA |
6,0 |
100,0 |
1,5 |
2,0 |
0 |
|
BÉLGICA |
5,0 |
150,0 |
2,0 |
N.E. |
1,0 |
|
CANADA |
23,0 |
460,0 |
2,0 |
N.E. |
0,4 |
|
FRANÇA |
15,0(*) |
150,0 |
N.E. |
N.E. |
N.E. |
|
ALEMANHA |
5,0 |
150,0 |
2,0 |
- |
0,7 |
|
ITÁLIA |
2,0 |
100,0 |
1,5 |
10,0 |
0,6 |
|
HOLANDA |
5,0 |
150,0 |
1,5 |
N.E. |
0,5 |
|
POLÔNIA |
20,0 |
N.E. |
N.E. |
N.E. |
N.E. |
|
INGLATERRA |
5,0 |
50,0 |
N.E. |
N.E. |
0,1 |
|
IUSGOSLÁVIA |
20,0 |
100,0 |
|
7,0 |
|
N.E. = NÃO ESPECIFICADO
(*) TEOR MÁXIMO DURANTE 8 HORAS CONSECUTIVAS, MÉDIA DURANTE UM PERÍODO DE 8 DIAS DE 7,0 mg/m3.
FONTE:SPECIFICATION LIMITS FOR NATURAL GAS WHICH HAVE TO BE MET FOR FURTHER TRANSPORTATION, DISTRIBUTION AND UTLIZATION
(L.HEISLER, ÁUSTRALIA)
TOTAL BRASIL
ANÁLISE DO MERCADO DA PETROBRÁS COMPARADA À ANÁLISE DA SUBCOMISSÃO DE DEMANDA DO MME POR ESTADO
DEMANDA FACTÍVEL - REALIZADA EM 1992
|
ESTADOS |
1995 |
2000 |
2010 |
||
|
MME(*) |
PB(**) |
MME(*) |
PB(**) |
MME(*) |
|
|
AMAZONAS |
1338 |
0 |
2044 |
1822 |
4569 |
|
RONDÔNIA |
503 |
0 |
1263 |
1248 |
4055 |
|
SERGIPE |
2142 |
1724 |
2433 |
3935 |
3229 |
|
BAHIA |
5787 |
4421 |
9203 |
5737 |
15284 |
|
ALAGOAS |
1260 |
875 |
1636 |
1215 |
3415 |
|
CEARÁ |
301 |
130 |
848 |
210 |
1575 |
|
PERNAMBUCO |
2602 |
966 |
3195 |
1201 |
6125 |
|
RIO GRANDE DO NORTE |
108 |
81 |
148 |
129 |
278 |
|
PARAÍBA |
121 |
88 |
190 |
112 |
287 |
|
ESPIRITO SANTO |
495 |
531 |
866 |
811 |
1367 |
|
MATO GROSSO DO SUL |
112 |
0 |
223 |
0 |
225 |
|
MINAS GERAIS |
221 |
0 |
4038 |
1453 |
13942 |
|
RIO DE JANEIRO |
6282 |
3530 |
11948 |
5248 |
13676 |
|
PARANÁ |
2033 |
0 |
2727 |
1813 |
4885 |
|
SANTA CATARINA |
2132 |
1461 |
2862 |
1874 |
5125 |
|
RIO GRANDE DO SUL |
1755 |
0 |
2534 |
1747 |
4313 |
|
SÃO PAULO |
8287 |
5022 |
18219 |
9052 |
34566 |
|
TOTAL |
37375 |
18829 |
64376 |
38105 |
116916 |
(*)1ª DEMANDA FACTÍVEL APRESENTADA PELOS ESTADOS.
(**) VOLUME SEM O CONSUMO INTERNO DA PB (+/- 3 MILHÕES m3/gás)